terça-feira, janeiro 30
sexta-feira, janeiro 26
troca de equipamento
vou-me embora pro sítio da elena, lugar sagrado no qual a única lei é não ter lei. lá, onde ninguém é obrigado a nada, vou me engalfinhar com o elvis, pensar oco e murchar na piscina. volto mais tarde, com novas aventuras.
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mimi aragón
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13:26
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aduba aí.
para gáudio dos locais
riam-se, finem-se de gargalhar da minha fuça os que conhecem bem e/ou moram na sorridente capital. muito além da mera ignorância, até ontem eu JAMAIS tinha atinado com a travessia do largo da conceição pelo acesso da júlio de castilhos ao metrô. eu, nascida e criada bem aqui, achava que o único jeito de chegar à rodoviária, pra quem vinha do centro, era atravessar a passarela...
tô me sentindo qualquer cousa, menos uma esperta porto-alegrense da gema.
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mimi aragón
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13:24
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quarta-feira, janeiro 24
terça-feira, janeiro 23
megalegumes
a partir de hoje estes singelos legumes passam a integrar o megablog, portal cujo conteúdo antenado é alimentado por blogs e sites de responsa, aproveitando a instantaneidade da tecnologia rss.
por enquanto, tecnologia, internet e propaganda dominam a área. e já que os organizadores acharam que os legumes combinam bem com o cardápio, lá vamos nós. não consegui conferir com calma todos novos vizinhos, mas tem dois bem bacanas: o alfarrábio e o marketing de guerrilha.
vale a pena dar uma espiada no nosso recém-inaugurado albergão.
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mimi aragón
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22:21
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rainha das piscinas
tem dois anos que elegi a natação como a minha atividade física favorita. correr me dói só de pensar, caminhar eu acho monótono, ainda que o faça esporadicamente, e a pedalar eu até que me aventuro de quando em vez, mas a bundoca sofre por conta da buraqueira generalizada na sorridente capital. já as estripulias na água, três vezes por semana, me fazem feliz, equilibrada, cheia de fôlego e de disposição e, suprema maravilha!, vários quilos menos redonda.
nesses dois anos, interrompi as natatices duas ou três vezes, por frio, tostões mais curtos ou contusão, motivo da última parada, três semanas atrás. quando volto, custa umas duas aulas até recuperar o fôlego, sempre elogiado pelos mestres. pois retornei às piscinas na semana passada, depois de cinco dias de castigo em casa por conta de uma distensão na panturrilha esquerda. ontem, na terceira sessão pós-retorno, já com pulmões de atleta, senti que a distância entre a minha despretensão e as braçadas na classe master (rararararara! eu cheguei lá!) só pode ser percorrida se eu superar o horror que tenho às competições.
caí na água com dois colegas: uma senhorinha sessentona, cujas braçadas tensas, retas e desesperadas sempre me fazem pensar que ela está se afogando, e não crawleando, e um sujeito que deve estar a meio caminho dos 30 anos, bonitinho, braços fortes, olhos claros e simpaticíssimo, mas dono de pulmões de formiga. a senhorinha já conhece seus limites: nunca alcança o meio da piscina semi-olímpica sem interromper as remadas pra respirar em pé, com a cabeça todinha pra fora d'água. o guapo, por sua vez, nada 25m e ofega por dois ou três minutos antes de encarar a volta que completa a chegada. eu, desesperada pra me livrar dos quilos-extra, consigo fechar duas chegadas (ou 100m) sem nem um pausinha pra recuperar os bofes.
a profe, que cultiva uma exigência espartana para com seus pupilos, abriu a aula de ontem com um desafio: quantas chegadas de crawl os três patetas conseguiam fazer em 20 minutos? 'vou cronometrar aqui e vocês se puxem aí, hein! e nada de moleza!', sentenciou a tirana. e lá fui eu às braçadas, sem olhar pra trás. bem condicionadinha, quase sem parar, fiz dez chegadas no tempo proposto, 500m em 20 minutos. a senhorinha, coitada, fechou três idas até o meio da piscina, seguidas de três voltas caminhando, ou 65m de escassas braçadas apavoradas. o colega de olhos turquesa saiu-se melhor: cinco chegadas completas, ou 250m. quando soube do meu desempenho, a profe não coube em si: 'excelente, mocinha! se continuar assim, vai acabar correndo o próximo campeonato amador'. saí da água de peito inflado, me sentindo o michael phelps. tô na área: temam, gorduchos balzacões!
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13:50
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domingo, janeiro 21
mais pimenta
a imprensa, de modo geral, apresentou um desempenho muito aquém do que se poderia considerar anêmico no quesito registro dos 25 anos da morte da elis. teve até jornal local se trapalhando nas contas e matando a pobre cinco anos depois do real passamento... enfim, como o culto fundamentalista à baixinha responde pelo maior fanatismo que permito habitar neste corpinho, retomo a pauta pra dividir com a seletíssima esta maravilha que encontrei no loronix - um daqueles blogs de que falei aqui.
trata-se de uma versão estendida do vídeo que postei esta semana e que mostra o show da diva na suíça, no montreux jazz festival, em 1979. são 37 minutos de música, suor e algum nervosismo, que oferecem a infelizes como eu (que jamais tive a chance de assistir ao fenômeno ao vivo) uma síntese do que era, no palco, essa força da natureza batizada de elis regina carvalho costa: uma artista elétrica e peculiaríssima, de performance física quase ridícula, de tão desconjuntada, provida de um talento estarrecedor, sempre cercada da mais pura nata dos músicos brasileiros e arrasando no repertório sofisticado - dona, que era, de uma sensibilidade incomum, assim, meio midas, para garimpar compositores detentores de muito café no bule.
apesar do vídeo exibir problemas de sincagem (ainda mais perceptíveis da metade para o fim) e apresentar cortes toscos, é possível ver e ouvir elis, ainda que tensa, no auge da forma musical, saracoteando palco afora, brincando com o poderoso instrumento que guardava na garganta, rindo com seus 'bofes' (como ela gostava de chamar os craques que esticavam a cama pra ela se jogar) e desfilando um set list de babar - que inclui jóias do quilate de rebento, onze fitas, ponta de areia e samba dobrado.
a despeito de tudo, até da jam antológica com o hermeto pascoal (que, lamentavelmente, não está neste excerto), a apresentação de montreux é considerada por muitos, entre eles a própria elis, um momento menor da carreira dela (na época, insatisfeita com o resultado, ela convenceu a warner a não lançar o registro). aí a genialidade faz toda diferença: se tal deslumbre entrou pra história como um show indigno, imaginem a vertigem dos grandes feitos.
pra terminar, um mimo adicional: o especial de 20 e poucos minutinhos exibido pelo gnt em março de 2005, quando elis completaria 60 anos. foi desse programa que a globo pinçou as imagens raras mostradas em por toda a minha vida, que foi ao ar no finalzinho de 2006. delicie-se, pois, quem partilha comigo a paixão irremovível pela acachapante filha mais ilustre do iapi.
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mimi aragón
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16:20
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sábado, janeiro 20
animação é tudo na vida da pessoa
ai, ai... passei a manhã lavando louça e escutando bem alto no mp3 player a aretha franklin glorificar (you make me feel like a) natural woman. não é mimoso?
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mimi aragón
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19:59
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conversa
- tu gosta do que os gringos chamam de nu bossa, lounge, aquele som que faz pingar bálsamos mis nos ouvidos?
- arram, curto bragarai! por quê?
- nada não, é só uma experiência. tasca lá no google "luca mundaca" e seleciona páginas do brasil.
(tá, eu faço pra ti: taqui, ó.)
- ué, mas que bobagem é esta? não tem resultado nenhum...
- pois é. eu também acho uma bobagem as gentes daqui ainda não conhecerem essa guria. ela é chilena, mas foi criada em são paulo, canta pra caralho e faz as platéias do hemisfério norte uivarem. mais um nome fodão dessa safra incomum na história recente da música brasileira. agora espia isso aqui, escuta o som bacana que ela faz e depois me diz se não te dá vontade de esbofetear quem prefere se intoxicar com aquela gente que se esganiça no domingão do faustão.
- eu, hein...
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mimi aragón
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18:30
3
aduba aí.
breve história de como o homem desaprendeu a escrever
dedão.
graveto.
bambu.
pena.
lápis.
remington.
tinteiro.
bic.
pc.
palm.
nokia.
a escuridão, a escuridão, a escuridão.
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mimi aragón
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13:00
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sexta-feira, janeiro 19
você na cabeça
são 25 anos anos desde aquele chocante 19 de janeiro que privou o brasil da mais completa cantora e intérprete que a gente já ouviu e viu pelaí. desde lá, não surgiu uma só artista que conseguisse sequer se aproximar de todo aquele talento embasbacante. nem vai, por melhor que elas venham se saindo. baita saudade da elis, a suprema e inalcançável elis.
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mimi aragón
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13:22
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quinta-feira, janeiro 18
non stop
excitante é a faina da madama
esquenta a barriguinha na massagem
refresca na piscina
e de noite turbina os instintos
por cima do amante inflamado
murcha é a lida da suburbana
torra a pança no quatro bocas entupido
ensopa no tanque
e de noite desiste de acender
o marido morno de trago
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mimi aragón
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12:15
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quarta-feira, janeiro 17
sangueira retrô
mais de dois anos depois de nos deleitar com o segundo e último episódio da saga de the bride/black mamba, quentin tarantino volta a nos fazer felizes. e agora em dose dupla: ele chega de braço dado com o parceiraço de priscas eras robert rodriguez (que dirigiu sin city, um drink no inferno e a impagável trilogia el mariachi-a balada do pistoleiro-era uma vez no méxico), dessa vez num taco-a-taco bonito.
grindhouse, a jóia que passaremos a cobiçar e admirar a partir de abril, na verdade não é um, mas dois filmes. cada infant (já nem tanto, é verdade...) terrible escreveu e dirigiu sua própria história de sangue e tiroteios em profusão, como lhes é peculiar. planet terror, povoado por zumbis famélicos, é o mimo de rodriguez, e death proof, que mistura assassinos de aluguel, carros e próteses de fogo, o de tarantino. kurt russell, bruce willis e fergie, a boazuda do black eyed peas, engrossam os casts do vintage must see, atualmente em fase de pós-produção.
aí vai uma provinha dos poderes tarantínicos, neste diálogo lapidar de death proof, entre as personagens de kurt russell e vanessa ferlito:
Stuntman Mike: Do I frighten you?
[Arlene nods her head]
Stuntman Mike: Is it my scar?
[shakes her head]
Arlene: It's your car.
o nome da tosqueira iluminada, grindhouse, homenageia as salas de cinema norte-americanas cuja especialidade eram as sessões duplas ou triplas de filmes baratos, embuchados de sexo a valer, violência e bizarria. surgidas na metade do século passado, elas tiveram fôlego até a década de 90, quando desapareceram por completo, virando fetiche de uma geração de cinéfilos e fonte de inspiração explícita dos próprios tarantino e rodriguez.
por conta disso, a montagem da película promete surpresas: entre planet terror e death proof os espectadores assistirão a trailerzinhos de filmes fake (um deles estrelado por nicholas cage, que encarnará um assustador sujeito chamado dr. fu manchu) dirigidos por maníacos como eli roth, de o albergue; rob zombie, ex-metaleiro esquisitão que tem no currículo de cineasta delicadezas como house of 1000 corpses e the devil's rejects; e edgar wright, pai da comédia de terror shaun of the dead. sim, vem aberração da boa por aí...
deu água na boca, weird creatures? pois aqui tem um teaser da belezura, mais outro cá e, aqui, o site oficial (precisa desabilitar o bloqueador de popups e ter um pouquinho de paciência até carregar o conteúdo da página). divirtam-se, malvados!
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mimi aragón
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15:48
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sábado, janeiro 13
oxigeniais
já tinha visto mariana aydar cantar numa tímida e mínima janela do altas horas, do sergio groisman. já havia lido algumas coisas sobre ela em lugares como o ejazz, a bravo e a wikipedia. mas ainda tinha escutado quase nada da moça, que já tem três álbuns lançados - um como vocalista da banda caruá, batizado de rosa, e os solos mariana aydar, de 2003, e kavita 1, de 2006, o primeiro por uma major, a universal music.
fiz isso há pouco e chapei com a qualidade da paulistana de 26 anos, filha do premê mario manga e da publicitária e produtora musical bia aydar. neste país de trilha de novela, talvez a mariana demore pra chamar a atenção, igualzinho ao que rolou com a céu. também, quando descobrirem a guria, vai ser de arrasar. e, quem sabe, as pessoas comecem a perceber que uma preciosa safra de cantoras - na qual, além da mariana, fazem bonito céu, katia b, cibelle cavalli, ceumar, thalma de freitas - está arejando e sofisticando um mercado até agora infestado por bagaceiras-que-casam-com-diretores-globais-cantam-breguices-horrendas-em-rede-nacional-e-juram-que-estão-abafando. e não dou nome aos bois móde não abrir mais brechas pra essas excrescências.
aproveitem o embalo e reservem um tempinho pra escutar, também, apollo nove - que um dia, a exemplo da mulherada fera no gogó, na produção e no repertório, há de cair nas graças das gentes de bom-gosto.
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mimi aragón
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18:17
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sexta-feira, janeiro 12
na laje
tô achando bem mixurucas os templates do blogger. mas ainda não tenho o topete de chafurdar nas delícias do wordpress: sou analfabeta funcional em htmls e phps e pqps!, e a bobagem que fiz migrando pro beta praticamente afunda as minhas pretensões de importar de lá o que já tem aqui.
então, naquelas de só-fazê-um-puxadinho-merrmão, vou brincar com o layout e o conteúdo, experimentando umas bobagens. como aquela que tá logo ali à direita, embaixo, passando os links. por enquanto achei bala. como quem manda aqui sou eu, eventuais reclamações serão diligentemente ignoradas.
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mimi aragón
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23:56
4
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monkey gone to heaven
nesta semana, a toda-bacana speculum põe na roda uma seleção dos treze discos que mais influenciaram a cena pop'n'roll mundial, na opinião do marcelo costa, editor do zine scream & yell. além de incluir um dos melhores dos favoritos da titia aqui, a grande virtude dessa peneira informal e altamente subjetiva é que tem nenhum dos (serei linchada?) pentelhos beatles, apesar do (serei esquartejada?) intragável bob dylan bater aquele pontinho. mas tem outra surpresa boa: o freqüentemente subestimado marvin gaye.
também já tá no ar, na mesma specullum, o quinto número do mojo books, projeto que transforma em contos pirados os álbuns mais foda do cancioneiro pop. como que pra queimar a ponta da minha mimosa lingüinha, a bola da vez é revolver, dos quatro malas de liverpool. se bem que, se não precisa ouvir, é só ler, até que vai... e a certeza de que nem tudo está perdido: tem technique, do new order, e black celebration, do depeche mode. e na semana que vem entra o portishead, com dummy, pra, na outra, chegar o próprio doolittle. os fãs mais organizadinhos podem baixar e imprimir os livrinhos no tamanho exato pra rechear os cedês originais.
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mimi aragón
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02:01
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quarta-feira, janeiro 10
aleluia, clave de sol!
tão vendo só? minha idéia pode não ser original, mas tem potencial, inclusive pra engambelar coiós, tanto quanto a renascer.
na nova igreja, além do houaiss e do cravo albin, tom jobim vai ser deus; rita lee, a nossa senhora; joão bosco, o jc; e elis, o espírito santo - aceito sugestões bem menos nobres pra nominata dos santos milagreiros. e o valor do dízimo haverá de ser calculado sobre uma substancial porcentagem da vendagem dos discos do roberto carlos. é uma baba, mora?
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mimi aragón
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11:24
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terça-feira, janeiro 9
não vi, mas gostei

antonio houaiss é um dos deuses que cultuo. idem pro ricardo cravo albin. agora, com essa relíquia, dá até pra fundar uma nova religião.
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mimi aragón
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17:11
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aduba aí.
xô, censura!
tá, tudo bem, soquearam a última flor do lácio, mas a imagem é tudo e deve tomar conta dos fotologs engajados. começou aqui.
(valeu, ninininini!)
suíte: caiu a censura - ou quase.
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mimi aragón
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11:55
2
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segunda-feira, janeiro 8
no broadcasts
num precedente aterrador, a sujeita aquela que fornicou despreocupadamente em mares d'espanha conseguiu patifar o acesso de muita gente ao youtube. enquanto uns mais gaiatos apostam que é a própria ossuda que anda postando o tal vídeo - só pra sacanear a internautada e faturar mais umas patacas de multa - outros divulgam várias manhas pra burlar o bloqueio.
a amante desastrada e seu príncipe babão, com a ajuda da justiça brasileira e dos provedores menos esclarecidos, não sabem o tamanho do vespeiro em que se meteram. haja alga pra esconder mais essa estupidez.
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mimi aragón
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16:27
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domingo, janeiro 7
universo paralelo
pululam blogs que partilham músicas e até álbuns inteiros. na maioria absoluta, claro, sem permissão. tem de um tudo, de todo canto do planeta, um cardápio que abarca desde standards popularescos contemporâneos a verdadeiras raridades dantanho. caí num a partir da dica de um amigo, fucei um pouco e descobri um mundo à parte. chega a ter blog cuja especialidade é listar centenas de semelhantes que conduzem a downloads pra todos gostos. em uníssono, os blogueiros avisam que só fazem divulgar links pra servidores que armazenam os arquivos em mp3 e recomendam que o usuário compre os álbuns que baixar e aprovar. pirataria politicamente correta, sacumé?
(parênteses oportunos: ganhei de mamã, entre outros mimos bacanas, a edição especial que a trama fez do álbum elis, o último da melhor cantora que o brasil já conheceu, gravado em 1980, e que ora ganha versão remixada e remasterizada. o bônus é um dvd que traz a derradeira entrevista, concedida à tv cultura dias antes do fatídico 19 de janeiro de 82. no jogo da verdade, diante de salomão esper, zuza homem de mello e maurício kubrusly e, como de hábito, (quase) sem meias-palavras, elis já esperneava contra as safadezas da indústria fonográfica que bem mais tarde, somadas à revolução digital, terminariam por escancarar as porteiras pra pirataria desenfreada que a gente conhece hoje.)
agora é a vez da blogosfera (sorry, cardoso!) mandar brasa como propagadora do baixe-e-ouça-grátis. mais um capítulo desse nhém-nhém-nhém que ainda vai dar muito pano pra manga, até que surja um fórmula capaz de equalizar os interesses das gravadoras (que um dia hão de ser só produtoras, quando muito, e distribuidoras), editoras, dos músicos e, sim, da gente, que consome música - e filmes e literatura e arte e tevê e softwares e jogos e notícias e tudo o mais. mas aí já é conversa pra uma outra hora.
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mimi aragón
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16:27
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quinta-feira, janeiro 4
te cuida, buzzmetrics!
expressões, frases, opiniões, palavras-chaves e imagens? tô tendo idéias malvadíssimas pra confundir os marqueteiros fuxiquentos...
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mimi aragón
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19:01
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calorebas e neuronices
um pouco antes do natal, já com o calor à espreita, conversava com um amigo sobre as reações dos corpitchos humanos às altas temperaturas. ríamos das nossas coincidências biológicas - pele alvíssima e a predisposição ao suor abundante em condições ambientais muy tórridas. ambos fugimos do sol com afinco redobrado no verão e mijamos bem menos que os demais mortais, compensando a preguiçosa fisiologia renal com generosos hectolitros de transpiração.
agora há pouco, confabulando com mamã, concluímos que a tal hiperatividade sudorífera há de ser obra dos genes, já que ela, minha irmã e eu funcionamos como destilarias superavitárias durante o império do sol. dividi com a dona léa o constrangimento que sinto ao, verdadeiramente, derreter em público quando bato perna rua afora nesses tempos bafentos. morro de vergonha de pingar absurdamente: qualquer roupa fica ensopada, a cabeça ganha uma patética coroa de gotas, as pessoas te olham com um quase-asco pra lá de desconfortável. somos, as três, iguaizinhas nisso, concordávamos. aí, veio a absolvição:
- outro dia tua irmã foi a uma médica ortomolecular que disse que o suor excessivo tem a ver com atividade cerebral intensa.
- o quê? quer dizer então que quem sua demais é porque pensa demais, mamãe?
- é, mais ou menos isso.
- então quando eu encontrar alguém suando em bicas, como nós, faço uma reverência, que há de ser um intelectual, um sábio, um pensador?
- acho que sim.
- urrah!
se a teoria tem algum fundamento, não sei. mas, por via das dúvidas, da próxima vez que algum de vocês cruzar por aí com uma criatura liquefeita, nada de nojo e muito respeito, viu? trata-se de alguém com miolos privilegiados. sim, muito prazer, eu derreto! agora, com licença, que preciso correr até a ipiranga e contar pro paulo, aos litros, que nóis semo fodão.
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mimi aragón
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14:06
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quarta-feira, janeiro 3
é refresco

tá, tá, nem só de temperaturas infernais viverá a sorridente capital neste seboso verão. o santander cultural divulga programação bacanérrima de música e cinema para janeiro e fevereiro. tudo baratinho, tudo daqui ó. quer ver só?
janeiro
dia 10, quarta-feira, ceumar e dante ozzetti.
dia 16, terça, pedro verissimo e izmália.
dia 23, terça, celau moreira e geraldo flach.
dia 30, terça, arthur de faria e adriana deffenti.
(os shows são sempre às 19h. ceumar vai cantar no átrio, a dérreal, e todos os outros tocam na sala multiuso, a risíveis cinco pilas)
fevereiro
dia 6, terça, marcelo delacroix e simone rasslan.
dia 7, quarta, tia surica e nilze carvalho.
dia 13, terça, vanessa longoni e angelo primon.
dia 14, quarta, miltinho e dóris monteiro.
(também sempre às 19h. os shows dos dias 7 e 14 vão rolar no átrio, a dérreal. os demais, na sala multiuso, a só cinco patacas)
as atrações da telona começam na semana que vem, dia 9. vai ter janela da alma, do joão jardim e do walter carvalho, o ano em que meus pais saíram de férias, do cao hamburger, wood & stock - sexo, orégano e rock'n'roll, do otto guerra, a concepção, do josé eduardo belmonte, intervalo clandestino, do eryk rocha, cinema, aspirinas e urubus, do marcelo gomes, árido movie, do lírio ferreira, cafundó, do paulo betti e do clóvis bueno, soy cuba - o mamute siberiano, do vicente ferraz, o sol - caminhando contra o vento, da tetê moraes, e o céu de suely, do karim aïnouz. os ingressos saem por módicas seis realetas e inacreditáveis três pilas pros que têm 60 ou mais primaveras na cacunda e pra quem é cliente santander banespa. agora, o tiro de misericórdia: o ar-condicionado faz bater queixo - dá até pra levar um casaquinho e fazer de conta que é outono. tem coisa melhor?
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mimi aragón
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17:44
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terça-feira, janeiro 2
belzebu rulez
começou. sim, o novo ano, e também o !#*$!&*"#! calorão. pra mim, mocinha glacial, é o pior período das 52 semanas vindouras. sofro feito urso polar na áfrica central, iceberg no equador, pingüim no oriente médio. nem a sorridente capital ora aliviada das multidões habituais compensa os martírios do sufocamento, do mal-estar, do suor em profusão e da modorra interminável.
é voz corrente entre a gauchada heróica que é obrigada a penar aqui durante o bafo anual a máxima 'não fosse o calor, porto alegre seria o melhor lugar do mundo no verão'. eu mesma sempre sacava desta obviedade naquelas conversas moles com taxistas, vizinhos e o dono da venda mais próxima, até acordar pro fato de que a cidade só fica deserta em janeiro e fevereiro porque é insuportavelmente quente viver no paralelo 30 no auge da caloreba. ou seja, pra minha infelicidade, porto alegre sem filas e com espaço de sobra a, no máximo, 20º é um sonho irrealizável. inda mais nesses tempos de superaquecimento global.
há cousa de quatro dias nosso ardente condomínio urbano acena com as mais altas temperaturas máximas do país. é, sim, porto alegre, a capital do que um dia foi o estado mais frio do brasil, aquele mesmo das românticas quatro estações bem definidas, a porção territorial fincada inteiramente na chamada zona de clima subtropical, com verões amenos e invernos bem pronunciados. ironicamente, temos vivido num inferno comparável ao enfrentado o ano inteiro pelos bravos e resistentes teresinenses.
seria o prólogo do apocalipse? se for, parece que quem vai comandar o espetáculo não chegará do céu: o mestre de cerimônias será o próprio tinhoso, sulfuroso senhor supremo da canícula. pués vade retro, bicho escaldante e fedorento, que eu tô é querendo de volta a elegância das temperaturas abaixo de 15º!
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mimi aragón
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15:22
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sábado, dezembro 30
mi cerdo querido
dizem os orientais que 2007 pertencerá ao meu robusto regente suíno. em 1971 eu cheguei. em 1983, fiquei mocinha, como se dizia então - e isso, a mulherada sabe bem, apesar de ser uma chatice mensal, é um marco na vida de quem porta ovários e demais petrechos femininos. em 1995 o glorioso tricolor trouxe o bi da libertadores. bom, parece que tá vindo cousa boa por aí. que seja pra todos nós, sob as bênçãos do róseo leitão. óinc!
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mimi aragón
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13:55
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aduba aí.
bárbaros lá e cá
chato terminar o ano assim tão vazia de fé nas gentes. mas me desanima cada vez mais essa humanidade (o quê?) convicta de que justiça se faz com sangue. são, os carrascos, até mais equivocados e repulsivos que o condenado. que vingança, especialmente aquela traduzida em pena capital, definitivamente, não é e jamais foi ou será sinônimo de justiça.
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mimi aragón
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13:29
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quinta-feira, dezembro 28
o que vem aí
haverá na face de todos um profundo assombro
e na face de alguns, risos sutis cheios de reserva
muitos se reunirão em lugares desertos
e falarão em voz baixa em novos possíveis milagres
como se o milagre tivesse realmente se realizado
muitos sentirão alegria
porque deles é o primeiro milagre
muitos sentirão inveja
e darão o óbolo do fariseu com ares humildes
muitos não compreenderão
porque suas inteligências vão somente até os processos
e já existem nos processos tantas dificuldades...
alguns verão e julgarão com a alma
outros verão e julgarão com a alma que eles não têm
ouvirão apenas dizer...
será belo e será ridículo
haverá quem mude como os ventos
e haverá quem permaneça na pureza dos rochedos.
no meio de todos eu ouvirei calado e atento, comovido e risonho
escutando verdades e mentiras
mas não dizendo nada.
só a alegria de alguns compreenderem bastará
porque tudo aconteceu para que eles compreendessem
que as águas mais turvas contêm às vezes as pérolas mais belas.
(acontecimento, de vinicius de moraes, em jardim noturno, companhia das letras, 1993)
olhos atentos, então, ao movimento das águas. e que a gente possa estar sempre por perto, tanto na hora de abraçar forte e aparar as lágrimas como na de brindar a descoberta das pérolas bonitas.
um baita 2007 a todos!
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mimi aragón
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14:28
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aduba aí.
terça-feira, dezembro 26
indecências natalinas
o começo, um dia antes, no vetusto gambrinus. camarões gigantes e pimenta da boa dando sentido ao arroz bem temperado. a seqüência, à noite, no sheraton. couvert correto seguido de uma honestíssima cavaquinha com purê de mandioquinha. pra arrematar, petit gateau de chocolate com sorvete de creme e caldas de morango e mirtilo. nada a dever a um poderoso orgasmo.
em casa, a surpresa da ceia. chester recheado decorado com cerejas e physalis fresquinhas, creme de milho aveludado, arroz com castanhas e salada de folhas da nini. na finaleira, um escandaloso sorvete de creme com calda de cassis. tudo meticulosamente afogado em fartos goles de freixenet cordón negro. sem falar na ambrosia da mamãe e na salada do tchigrão, passando a régua na orgia gastronômica.
inda bem que não precisou, mas minha carteira do sos unimed tava a postos pra qualquer emergência. agora, que venham os lombos, as lentilhas e as uvas, que já reativei a matrícula na natação móde aliviar a culpa e arranjar lugar pra tamanha gulodice festiva.
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mimi aragón
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17:08
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aduba aí.
segunda-feira, dezembro 18
pérolas aos monos
as reações desmedidas diante do recente episódio futebolístico gaúcho confirmam que são feitas do mesmo aço a euforia e a selvageria. pués que parcela significativa da macacada, muito pouco acostumada às vitórias retumbantes, anda preferindo agredir os contrários a comemorar o grande feito. tenho visto e ouvido causos cabeludíssimos de ignorância e soberba. flauta é uma cousa, truculência, outra.
se viva estivesse, diria, consternada, minha vó milinha, sábia e elegante tricolor: quem demorou tanto a faturar uma taça toyota, quando finalmente chega lá, perde a linha.
o escrete rubro - que, curiosamente, só jogou de branco, signo universal da paz, na terra do sol nascente - comportou-se valente e impecavelmente, merecendo cada segundo do atual triunfo, ainda que a superioridade catalã saltasse aos olhos. desafortunadamente, inúmeros elementos da torcidinha aquela andam fazendo jus somente a copinhas de várzea, se muito. baita desperdício.
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15:00
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domingo, dezembro 17
nada mudou
dizem por aí que o prefeito aquele vai mandar pintar os meios-fios da capital de vermelho e branco. naturalmente: a sarjeta sempre foi o lugar da macacada.
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12:44
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sábado, dezembro 16
sexta-feira, dezembro 15
Definindo o escopo paradigmático da epistemologia quântica
No mundo atual, o novo modelo estrutural aqui preconizado apresenta tendências no sentido de aprovar a manutenção dos métodos utilizados na avaliação de resultados. Todavia, a contínua expansão de nossa atividade obstaculiza a apreciação da importância do retorno esperado a longo prazo. O empenho em analisar o desafiador cenário globalizado promove a alavancagem do levantamento das variáveis envolvidas. Por outro lado, o desenvolvimento contínuo de distintas formas de atuação pode nos levar a considerar a reestruturação dos relacionamentos verticais entre as hierarquias.
Pensando mais a longo prazo, o comprometimento entre as equipes desafia a capacidade de equalização dos modos de operação convencionais. Podemos já vislumbrar o modo pelo qual a necessidade de renovação processual acarreta um processo de reformulação e modernização dos conhecimentos estratégicos para atingir a excelência. As experiências acumuladas demonstram que a crescente influência da mídia auxilia a preparação e a composição das condições inegavelmente apropriadas.
(quer impressionar aquele galalau gostosérrimo, doutorando em sociologia que se comunica num dialeto extravagante? tenta isso, mas depois não reclama do aluguel).
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10:52
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coração de manteiga
que o lula é centrista, todo mundo já sabe. agora, graças à eva, percebo que o reeleito recém-diplomado também é emo. fofo!
(quer sacanear amigos, inimigos e desconhecidos? aqui é o lugar).
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10:25
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quinta-feira, dezembro 14
vai vendo
mouse, lápis e papel à mão pra arquivar e anotar tudo. arram.
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19:14
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mira, mama, los rojos sin la taza!
larga de modéstia, melhor do mundo! a gente já sabe que domingo vai rolar uma suculentíssima paella de saci.
será um beira-rio de lágrimas.
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18:26
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quarta-feira, dezembro 13
falta tv e internet na web television
sem muito alarde, está no ar desde segunda-feira a web television network, vulgo wtn, canal de tevê virtual que, apesar do anglicismo, é carioca da gema. caprichando na interatividade do formato on demand, a proposta é oferecer um cardápio variado, com programetes sobre cinema, música, artes cênicas, gastronomia, comportamento, saúde, esporte, lazer doméstico e tecnologia - assunto a cargo do carlos alberto teixeira, o cat, literalmente um amigão e, ainda, colunista do caderno de informática do o globo. a pauta da vez é o orkut, tudo sobre o orkut, aproveitando as propriedades intelectuais wikipédicas
do estimado apresentador-gigante.
buenas, em que pesem a minha leiguice televisiva e as boas intenções do projeto, o resultado está muito abaixo do que se pode esperar de um canal web. o primeiro tropeço é a escalação dos apresentadores - na média, médios. mas, tá, isso até que pode melhorar com o tempo. depois, vêm a própria programação, pouquíssimo criativa, e o formato dos programas, que não aproveita nem metade das possibilidades multimídia que o meio internet permite. os caras limitaram-se a transpôr a linguagem televisiva pra rede de computadores - tem programa que até a técnica rudimentar desconhece: o pobre do apresentador fica lá, falando, falando, falando, sempre em plano americano, câmera fixa, com um chroma-key mixuruca e sem qualquer edição, uma sonorinha ou cartela que seja. chato pacas...
e, sim!, tem bizarria. uma das opções de entretenimento é o manjadíssimo falha nossa. pois lá pela metade do que está no ar nesta semana, o bagaceira vinny, que apresenta a programação musical, comete isso:
- última vez, se não for (a cena) inteira desta vez, eu coloco o meu aparelho genital traseiro em risco.
donde conclui-se que o tenebrosamente equivocado rapazelho supõe apenas uma serventia para sua bundoca loura. e logo a menos, digamos, funcional. ou seria a mais hedônica?
enfim, em nome do cat, que é indiscutivelmente craque, mas ainda não se encontrou, vou acompanhar o andar da carruagem e ver se as cousas se acomodam. que audiência amiga é bem pra essas coisas.
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18:40
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queridos noéis
'que tal ir a uma agência dos correios, adotar uma das 17 milhões de cartinhas que chegam todo natal, endereçadas por crianças pobres, e ser papai ou mamãe noel? tem, entre muitos, pedidos de panetone, blusa de frio para a vó e material escolar. é só escolher a carta e entregar o presente em uma agência dos correios até dia 20 agora. a própria ebct se encarrega de fazer as vezes de papai noel, levando as encomendas na casa dos pequenos. divulgue esta idéia.'
bacana, né? a mensagem chegou via email e mostra que sai barato colocar sorrisões nos rostos dessa criançada. tem mais informações aqui ou pelos fones 3220 8917 e 3220 8910, pra quem mora em porto alegre.
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12:33
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terça-feira, dezembro 12
mêmores
o google me ajuda a lembrar que hoje faz 143 anos que edvard munch veio ao mundo. todo dia, o orkut não me deixa esquecer dos aniversários dos do peito (a não ser, é claro, que eu não lembre de passar por lá, o que é nada incomum, aliás) - hoje, junto com o meu norueguês favorito, é o dia da carina, bem querida amiga de priscas eras. o que seria da minha memória tipo queijo suíço, não fossem os guris de santa clara/ca? uma palma de salvas preles também, ora pois!
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mimi aragón
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14:09
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segunda-feira, dezembro 11
xô, olho balofo!
lá por outubro passado, caiu no meu colo uma fonte de frilas aparentemente muito bacana. veio do nada e a única desvantagem real era que a origem da cousa estava em fortaleza, a milhares de quilômetros daqui, o que tornava tudo mais difícil de administrar e cobrar. a grana por job não era muito alta, é verdade, mas o promissor volume de trabalho compensava o cachê magrelo, além de ser um negócio relativamente tranqüilo e prazeroso.
emocionada com a barbada, saí contando pra meio mundo como tudo tinha aparecido trifácil e tava sendo legal de fazer. claro que não deu duas semanas e o troço desandou. o cara começou a inventar desculpa pra não pagar, a atrasar os briefings, a prometer que depositava a grana na minha conta e nada, enfim, a fazer tanta merda que hoje me tapei de nojo e saí fora do esquema antes de arrumar um prejuízo maior. bem feito! quem mandou eu ser babaca e não ficar na moita, sem esparro?
dispensei a boquinha, mas tô muito mais atenta aos olhões. vade retro, inveja braba!
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mimi aragón
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19:52
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mimi, mas pode me chamar de senhora van cleeve
urro de contentamento com todos, mas tem um dos filmes do jerry lewis que, clássico da minha infância, repousa em acomodações de luxo neste velho coração bobo. rock-a-bye baby, de 1958, por aqui ganhou o nome de bancando a ama-seca e conta a história do clayton poole, um técnico de tevê - destrambelhado, claro - que recebe de um antigo amor platônico, a hollywoodian star carla naples (marilyn maxwell, atriz e cantora que chegou a ser comparada à platinada xará monroe, e teve meteóricos namoricos com - ora vejam! - rock hudson e jorginho guinle), a insuportável missão de cuidar de quíntuplos praticamente recém-nascidos. no início do filme, o clayton mora numa pensão cuja dona, a sra. van cleeve (interpretada pela britânica isobel elsom, que fez também suplício de uma saudade e my fair lady), passa dia e noite vidrada diante da caixa mágica, usando tudo o que os comerciais apregoam, de comida industrializada a inseticida flit e tinta de cabelo roxa. pois eu SOU a senhora van cleeve do século 21.
sonho de quaisquer engenheiro de produto e salesman, adoro uma novidadezinha facilmente consumível. mais ainda se for alguma frescura de banheiro. sei lá, acho que sofro de alguma síndrome raríssima que me obriga a jamais repetir os mesmos xampu, condicionador, sabonete e pasta de dente. enjôo fácil dessas cousas e, pra me sentir verdadeiramente limpinha e feliz, preciso sempre de um bom lançamento do setor das faxinas pessoais. adolescente, eu enlouquecia a minha mãe, uma consumidora razoavelmente conservadora, entupindo o carrinho de compras com as mais modernas novidades da indústria da higiene nacional. até hoje, é só abrir o armário do banheiro aqui em casa pra encher os olhos com estupendos sabonetes e dentifrícios gritando de novos, uma profusão de cores, cheiros e sabores. como diz o friorento vitor ramil, um paraíso prum sujeito ateu.
agora, descobri mais uma maravilha pra minha dentarama desde sempre orgulhosamente isenta de cáries: sorriso fresh vanilla mint. arram! pasta de dente com gostinho de baunilha (o mint é só pra não afastar os mais convencionais, imagino). que petáculo, minha nossa senhora dos molares branquinhos! parece que a pessoa tá escovando os dentes com toffees. schlép! schlép! schlép! no dia em que achei a gostosura, também comprei outras duas da mesma marca - menta com açaí e com guaraná. ainda não experimentei, mas não vai demorar pra isso acontecer. diz na caixa que é uma edição limitada e eu tô quase indo de joelhos até a fábrica, pedir pra eles não cometerem a maldade de tirar os tubinhos do mercado tão logo o verão nos dê as costas. penso, inclusive, na loucura de jurar fidelidade ao fabricante. mas acho que aí já é demais, né? a gente promete cada coisa quando se apaixona...
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16:40
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domingo, dezembro 10
grita, churrasco!
pois então o porco torturador e ladrão bateu os coturnos, ao contrário do que os do bem preferíamos. pena, mas ainda alimento a remota esperança de que seja só uma síncope cataléptica e o infeliz acorde bem na hora em que o fogo comer.
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mimi aragón
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19:06
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sexta-feira, dezembro 8
100m, freestyle
nas letras, como na água, meu fôlego não é pra mergulho de apnéia. sou nadadora. meu negócio é a superfície, ainda que me aventure, quase nunca, a coisa de três ou quatro palmos abaixo da linha d'água. no mais das vezes, bato perna, dou braçada, giro o pescoço pra inspirar e puxo-o de volta pra expirar. até treino mais de um estilo, mas acabo ficando sempre no que domino melhor.
nas letras, como na água, mergulhar me dá um baita pavor. de afundar no mar, sujeita aos humores da correnteza, ou na água doce e turva, sujeita aos mistérios submersos, morro de medo e digo que não, não vou. e, no entanto, do topo de uma pedra, de uma duna, ou lá de cima, voando bem alto, o mar é tão tentador e os rios e os córregos, as lagoas e as cachoeiras são tão bonitos de espiar...
nas letras, como na água, por segurança, cagaço ou conveniência, só pratico o fôlego curto. prefiro cair na piscina clara e limpa das idéias simples e rápidas, tiro sem ricochete. deixo as profundezas abissais, as grandes densidades, pra quem delas se nutre e, depois, as regurgita, pro bem ou pro mal. e quando canso de ser assim, tão óbvia, evasiva e superficial, eu solto o corpo inteiro e bóio. ah, eu bóio! mas nunca me deixo levar pra muito longe, porque jamais tenho certeza se vou ter braços e pernas pra volta. melhor não arriscar.
nas letras, como na água.
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mimi aragón
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19:13
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quinta-feira, dezembro 7
a piedade livrou a pele do languento
vai procurar lá no congresso uma vivalma disposta a proteger os esfarrapados que vão acabar morrendo na fila do sus, se chegarem lá. já o réu confesso virou coitadinho e ganhou defensores que invocaram a piedade da gatunagem engravatada. levou a melhor, claro. mais um. cadê o tal do voto aberto, hein?
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00:32
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quarta-feira, dezembro 6
o ataque das gônadas maltratadas
eis que meu irmão de cor, o pândego cardoso, compartilha via e-mail essa belezura bem-humorada de texto, dizendo que há pouco foi insistentemente chamado pra depor sobre o tema num desses programas domingueiros da tevê aberta.
pudera tanto interesse do grand monde: o drama (drama? rarara!) da cafajestagem sexual extrapola os limites da mera cromossomia XX ou XY. ou seja, mulheres e homens-problema não faltam neste mundão véio. aposto, até, que mesmo os dementes adeptos da robertaclosice macho-fêmea e fêmea-macho padecem (e fazem padecer) do mesmo mal. porque, no fim das contas, é tudo gente. e gente, como se sabe, é tudo doida.
pois que, mesmo esclarecidinha como sou, ando muito impressionada com o pote até aqui de mágoa que exibe esse blog aqui. cheguei a ele há poucos dias e tasquei a url lá no meu feed só pra medir a sanha vingativa da mulherada. agora, o reader não pára de piscar, anunciando mais de três novas postagens por hora, quase 30 por dia. é muita mulher despeitada! se bem que teve até um marmanjo denunciando sua megera dia desses. quanta chinelagem...
por isso, cards, se um dia te der uma vontade louca de atualizar o texto, não esquece de incluir na lista a temida categoria das INTERNAUTAS - e vale pro gênero pomo-de-adão também. ô, raça!
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mimi aragón
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16:23
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terça-feira, dezembro 5
porto alegre sem cortes
tá no ar desde a semana passada o site de ainda orangotangos, projeto bacana da clube silêncio a partir de seis contos do livro homônimo do paulo scott, que vai render o primeiro longa brasileiro - gaúcho! mazá! - em plano-seqüência. a equipe deve rodar o filme por estes dias agora, em locações tri-porto-alegrenses e o site funciona como uma prévia do que a gente vai poder ver e ouvir mais tarde na telona. tem vídeos com os ensaios, provinhas da trilha em mp3, fotos, releases e quetais, mais um blog que registra a maratona da produção. o gustavo spolidoro - guri bom, apesar de colorado - dirige, um elencaço
atua, arthur & seu conjunto vão tocar ao vivo, durante a captação, e ainda tem um monte de gente boa e amiga na ficha técnica.
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mimi aragón
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23:38
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viva, pinochet!
querendo sair de fininho, né, seu filho-do-cão? nanananana! pode ir tirando o pé da cova, que o senhor vai ficar é aqui, vivinho da silva, e se possível vegetando bem bonito e lúcido, pra pagar com todo o sofrimento imaginável a ignomínia cometida nos andes.
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mimi aragón
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14:33
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o púcaro búlgaro
montagem do aderbal freire-filho pro texto do campos de carvalho (graaande fernanda farah!) rendeu os troféus de melhor diretor e melhor ator (este pro elogiado gillray coutinho, candidatíssimo, também, ao prêmio shell) no 1º prêmio eletrobrás de teatro, que teve cerimônia de entrega ontem à noite, lá no desbundante copacabana palace.
é o que dá juntar dois malditos exemplares. quem sabe o alabarse se anima e traz esse povo da foto pro próximo porto alegre em cena, hein?
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mimi aragón
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13:08
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passeio horripilante
hoje o tablóide local se puxou na insensatez. retranca da matéria que relata o acidente com o gabriel pillar (que eu só conhecia de vista, de amigos em comum, um baita talento que foi embora estúpida, inexplicavelmente e cedo demais) diz o seguinte:
rio - quatro ocupantes de um corolla, entre eles um jovem que foi sepultado no rio grande do sul, morreram sábado quando voltavam de uma festa rave em juiz de fora (mg). (...)
vai ver que os outros tomaram um bruta susto quando perceberam o estado do quarto passageiro e deu-se a merda que resultou no estranhíssimo fenômeno da dupla morte. gurizada bizarra essa, né, senhor editor?
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mimi aragón
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12:41
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